Tratamento para Síndrome do Túnel do Carpo: infiltração do punho

Síndrome do túnel do carpo é muito comum e tem os seguintes sintomas nas mãos:

  • dor
  • dor associada a fraqueza
  • formigamento
O tratamento

Em um primeiro momento, buscamos tratamento conservador. Não obtendo a resposta esperada, pode ser indicada uma técnica chamada hidrodissecção.

A síndrome do túnel do carpo é causada por uma compressão de um nervo da mão.

Nessa técnica, fazemos infiltração do medicamento ao redor desse nervo. O uso do corticoide infiltrado diminuir a infiltração na região e age separando o tecido mole ao redor do nervo, deixando o nervo mais “livre”.

O resultado é uma melhor na dor.

O procedimento é:

  • guiado por ultrassom
  • simples
  • realizado no consultório

Como entendemos um quadro de dor?

Já sabemos que a dor é multifatorial, ou seja, é provocada por uma série de fatores que, juntos, montam um quadro muito únicos para cada paciente.

O fisiatra é o médico especializado em montar um plano de tratamento que aborde todas essas áreas, faz os ajustes necessários e acompanha a evolução do paciente.

Juntando as pecinhas, montamos o quebra-cabeça único de cada quadro de dor e o tratamento adequado.

  1. fisioterapeuta
  2. medicamentos
  3. procedimentos
  4. higiene do sono
  5. mudanças no estilo de vida
  6. terapia cognitivo comportamental
  7. autocompaixão
  8. aprender a colocar limites

Além disso, utilizo em consultório várias ferramentas e procedimentos para alívio da dor e melhora do movimento, como:

  1. aplicação de toxina botulínica para espasticidade
  2. infiltração de medicamentos para dor
  3. bloqueio nervo occipital
  4. bloqueio facetário

Viver co mais qualidade de vida e menos do é possível!

O que é autocompaixão na dor crônica e o que não é

É autocompaixão:

  • priorizar o seu bem estar
  • executar o tratamento de forma comprometida
  • focar no processo e não nos resultados
  • trabalhar a aceitação
  • permitir-se descansar
  • dar pequenos passos para seus objetivos pessoais
  • viver o momento presente
  • afastar-se de pessoas e ambientes tóxicos
  • cuidar do seu ambiente para que seu espaço te dê paz
  • cultivar novos sonhos

Não é autocompaixão:

  • render-se à não aceitação
  • deixar de ir a lugares que te fazem bem
  • se sobrecarregar
  • deixar o medo das crises te paralisar
  • ser refém das comparações
  • rigidez
  • focar no passado
  • tentar suprir e dar conta de tudo, mesmo com dor
  • dizer sim quando quer dizer não
  • deixar de fazer coisas que te dão prazer

Comece a se priorizar!

Por que o exercício ajuda no controle da dor?

Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.

Como funciona?

O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.

Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.

Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.

Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.

Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.

O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.

Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.

Por que isso acontece?

Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.

Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.

Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.

Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.

Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.

Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.

“Dra., tomei o mesmo remédio para dor que a minha amiga e para mim não deu certo. Por que?”

Essa pergunta é mais comum do que se imagina em um consultório de especialista em dor crônica.

O paciente de dor geralmente já tentou de tudo, de remédio de farmácia a técnicas holísticas para diminuir a sensação de dor.

E, muitas vezes, este paciente traz a história de um amigo que experimentou o remédio X ou a terapia Y, teve ótimos resultados, mas para ele não fazem nem cosquinhas.

Por que isso acontece?

Primeiro, porque a dor é multifatorial. Ou seja, não é apenas um fator que determina a dor, mas um conjunto de coisas.

Então, naturalmente, cada quadro de dor conta com um “quebra-cabeça” único, com fatores únicos que influenciam na percepção da dor daquele paciente.

Além disso, a percepção de dor é uma interpretação do cérebro para determinado estímulo. Funciona assim:

O cérebro recebe um estímulo e interpreta como dor, ou coceira, ou prazer, ou cócegas… Essas sensações são frutos de uma interpretação do cérebro.

 

Em alguns quadros de dor, essa interpretação está disfuncional. É o caso, por exemplo, de doenças como a neuralgia do trigêmeo, em que o simples bater do vento no rosto do paciente pode ser interpretado como dor.

Por isso que um mesmo remédio pode não funcionar para duas pessoas com a mesma dor. Por que trabalhamos com interpretações do cérebro sobre estímulos e isso varia de caso para caso.

No tratamento, trabalhamos de forma personalizada, atendendo cada caso em sua individualidade, contemplando as diferentes áreas da vida que são acometidas pela dor (e que potencializam esta mesma dor).

Viver com mais qualidade de vida e menos dor é possível!