A primeira coisa é que a dor muda vidas, e impacta muito mais do que o corpo.
Ela impacta os relacionamentos, a saúde mental, o trabalho, a autoestima, e praticamente todas as áreas da vida do paciente.
Por isso a gente tem que olhar pro paciente de dor como um todo, porque a dor afeta como um todo.
O segundo aprendizado é que a dor nem sempre aparece nos exames e isso costuma gerar angústia nos pacientes, principalmente aqueles que passam anos sem o diagnóstico correto, procurando a explicação e um tratamento efetivo para essa dor.
A terceira coisa que eu aprendi é que não existe solução mágica para dor. Eu também gostaria que existisse, gente, mas não existe, e se alguém te prometer isso, desconfie.
Tratamento bom pra dor é multidisciplinar, unindo estratégias e ajustando todo o estilo de vida do paciente.
O quarto aprendizado é que dor é individual, ou seja, cada pessoa sente e vivencia a dor de uma forma diferente.
E, cada paciente também responde de forma diferente ao tratamento, e é por isso que ele precisa ser individualizado.
Por último, que tratar a dor é tratar a pessoa, e não apenas o diagnóstico.
Já me segue por aqui pra ficar por dentro do universo da dor crônica e da fisiatria descomplicada.