5 coisas que quem está em reabilitação NÃO deve fazer

  1. ignorar dor persistente achando que é normal.
  2. copiar exercícios e indicações da internet ou de outras pessoas.
  3. pular etapas por ansiedade de melhorar logo.
  4. não ter um plano de tratamento feito por um médico especialista. O fisiatra é o médico especializado em reabilitação e dor, criando um plano multidisciplinar que olha o paciente como um todo, incluindo o seu estilo de vida, rede de apoio, procedimentos e estratégias terapêuticas.
  5. comparar a realidade atual, em reabilitação, com a realidade de antes. O fator emocional pode ser um aliado ou um sabotador do processo. Jogue do seu próprio lado. 

Reabilitação precisa de estratégia, acompanhamento e paciência. Pular etapas pode custar mais tempo e energia depois.

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Por que tratar dor com fisiatra?

Você sabia que existe uma residência médica dedicada a elaborar e acompanhar todo o plano de tratamento de dor e reabilitação do paciente?

Esta especialidade é a fisiatria.

Para isso, informações pouco usuais como: saber sobre a rotina do paciente, se sua casa possui escada, se gosta de ir à praia, qual a sua relação com o ambiente de trabalho, entre outras, são alguns exemplos de informações valiosas para o trabalho do fisiatra.

Isso por que o fisiatra avalia a pessoa COMO UM TODO, já que vários aspectos influenciam na sensação de dor, funcionalidade e qualidade de vida do paciente.

É nosso papel tentar entender as “pecinhas”do quebra-cabeça daquela pessoa que podem estar contribuindo para o quadro, e elaborar um plano de tratamento que melhore a dor e a função.

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Janeiro Branco: a dor crônica e a saúde mental

Como sempre conversamos por aqui, o impacto das dores crônicas na saúde mental é uma consequência real da doença e, por isso, nunca devemos deixar de dar atenção especial a esta questão.

E com o objetivo de convidar as pessoas a refletirem sobre a saúde mental e a importância da prevenção do adoecimento emocional, a campanha Janeiro Branco é uma iniciativa que visa colocar esse tema em evidência.

A campanha tem esse nome em referência ao primeiro mês do ano, onde em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensaram em suas vidas, emoções e sentidos existenciais, bem como, estão mais dispostas a um reinício, a uma nova forma de atitude e , consequentemente, de ter esperança.

Pensando nisso, vamos focar na ideia de cuidar da saúde mental aproveitando a campanha do Janeiro Branco e reforçando a necessidade desse cuidado para quem sofre de dor crônica.

Relação entre dor crônica e saúde mental:

A dor crônica e a saúde mental estão fortemente associadas.

Doenças como depressão, fobia social, e transtorno de pânico podem ser comuns em pacientes portadores de dor crônica.

A ansiedade e a depressão podem piorar a dor crônica, assim como, a dor pode exacerbar problemas de saúde mental.

As condições da dor crônica são notoriamente mais difíceis de diagnosticar, o que posterga um tratamento eficaz, causando frustração mental e emocional.

Porém, existem muitos tratamentos eficazes contribuem para melhorar a qualidade de vida das pessoas que sofrem de dores crônicas e problemas de saúde mental.

Aqui o importante é usar a Campanha do Janeiro Branco para alertar você, paciente de dor crônica, sobre a importância de se manter saudável emocionalmente, até para que você saiba lidar com a doença em si.

Já vimos que o suporte emocional e tratamento psicológico adequado ajudam os pacientes a terem uma vida mais estável e a recuperarem a auto estima.

Cuidado mental e estilo de vida:

É possível fazer uma grande diferença em como você se sente física e emocionalmente, desde que você não descuide da importância de manter a sua saúde mental para lidar com a dor crônica.

Para isso, cuidados diários com a sua saúde mental devem se tornar hábitos para um estilo de vida duradouro.

Vou sugerir algumas estratégias que podem te ajudar no dia a dia. Mas não esqueça: Primeiro passo é individualizar sua conduta diante da sua realidade e das suas possibilidades. Cada paciente tem uma história e uma realidade diferente.

  1. Encontre e participe de uma atividade que seja significativa para você;
  2. Estabeleça o seu ritmo. Faça pausas quando necessário;
  3. Mantenha-se socialmente engajado. O isolamento social pode piorar a depressão e a dor crônica;
  4. Encontre adaptações para atividades que têm mais valor para você.
  5. Use um aplicativo de meditação e experimente técnicas de gerenciamento de estresse, como ioga e respiração profunda;
  6. Siga uma dieta anti-inflamatória, que pode ajudar com dores crônicas e fadiga;
  7. Experimente exercícios aeróbicos de baixo impacto, que podem aumentar as endorfinas, aliviar a dor, restaurar o tônus muscular e aumentar sua sensação de bem-estar;
  8. Durma melhor. O sono desempenha um papel importante na modulação da dor e na recarga de suas energias. Siga uma rotina de sono antes de ir para a cama, como por exemplo, a meditação. Mantenha as luzes fortes longe de seu quarto e desligue todas as telas pelo menos uma hora antes;
  9. Adote um animal de estimação, se puder. A terapia com animais de estimação oferece companhia e também pode tirar você de casa, ajudando a reduzir o isolamento.
  10. Faça terapia com um profissional especializado em tratamento para pacientes de dor crônica.

E então, vamos aproveitar o Janeiro Branco e colocar a nossa saúde mental como prioridade neste ano que se inicia?

Sua saúde mental e emocional importam!