jul 18, 2022 | AVC, Dor Crônica |
Já ouviu falar de dor crônica após AVC?
Alguns estudos apontam que 50% dos pacientes de AVC podem sofrer com síndromes dolorosas pós-AVC.
Porém, nem sempre essa dor tem a devida atenção: um estudo mostrou que 2/3 dos pacientes com dor central pós AVC tiveram tratamento inadequado da dor ou não foi prescrito nenhum tratamento.
E isso é muito sério!
A dor crônica após AVC é um preditor de suicídio. Ou seja, é urgente que os profissionais de saúde investiguem a fundo as dores dos pacientes que sofreram AVC.
Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:
- Dor central pós-AVC
- Síndrome dolorosa complexa regional
- Dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
- Dor relacionada à espasticidade
- Dor de cabeça pós-AVC
Fatores de risco para dor pós-AVC:
- Risco aumenta com a idade do acidente vascular cerebral
- Aumento do tônus muscular
- Redução de movimentos das extremidades
- Déficits sensoriais (alteração na sensação de tato, dor, temperatura…)
- O AVC isquêmico é mais frequentemente associado à dor do acidente vascular cerebral hemorrágico
Desafios na identificação da dor pós-AVC:
O principal desafio é a dificuldade do paciente em relatar a dor.
Embora existam várias escalas de classificação para a dor, nenhuma é específica para a avaliação da dor pós-AVC.
Portanto, cabe co médico aplicar as técnicas que considerar mais adequadas para identificar a dor em cada paciente, nunca subestimando a potencial dor após AVC que pode estar acontecendo.
Há muito o que enfrentar, mas você não está sozinho!
📌 Referências:
“Post Stroke Pain: Identification, Assessment and Therapy”. HARRISON, R.; FIELD, T.; 2015.
Para mais informações sobre atendimento, entre em contato.
mar 29, 2022 | AVC, Dor Crônica, Emoções do paciente, Fisiatria, Reabilitação |
5 palavras para quem teve um AVC copiar e colar na geladeira, para não esquecer!
1.Processo
Reabilitação é processo. Foque nos pequenos passos, um após o outro.
Crie o hábito de se parabenizar por cada pequena conquista alcançada, por cada dia vencido. Você merece!
2.Aceitação
Em muitos casos, o AVC muda a vida inteira do paciente e nem sempre é fácil aceitar essas mudanças.
Mas, mudanças e desafios não significam que não seja possível enxergar beleza e coisas boas na vida.
Trabalhar a aceitação é fundamental para o tratamento e bem estar emocional.
3.Terapia
Acompanhamento psicológico é muito importante para ajudar a digerir e entender as mudanças que o AVC traz.
Cuidar das emoções também faz parte do tratamento!
4. Confiança
Confiar no médico é fundamental.
Busque um médico que trate o paciente como um todo, que envolva a família e tenha sensibilidade necessária para criar um plano de reabilitação que se encaixe na sua realidade.
5.Comprometimento
Ter compromisso com o tratamento é ter compromisso com você mesmo. Se priorize. Se ame!
mar 22, 2022 | AVC, Empatia, Espasticidade, Fisiatria, Reabilitação |
Um AVC pode trazer sequelas que prejudicam os movimentos, mas é possível melhorar a mobilidade e, em alguns casos, recuperar os movimentos. Algumas atitudes ajudam a potencializar essa melhora:
1.Estimular corretamente
É importante estimular os movimentos de forma correta, seguindo as orientações do fisioterapeuta.
2.O plano de reabilitação deve ser completo
A reabilitação deve trabalhar todas as áreas da vida do paciente!
É importante acolher e instruir toda a família, olhar para a pessoa como um todo e bolar um plano de tratamento que se encaixe na realidade do paciente e que ele consiga cumprir.
3.Tratar a espasticidade
Se os músculos ficaram duros após o AVC, pode ser que você esteja com espasticidade, e isso compromete os movimentos.
Tratar a espasticidade com toxina botulínica, por exemplo, ajuda muito na recuperação dos movimentos.
4.Comprometimento com o tratamento
Ter disciplina é fundamental. Se comprometer com o tratamento é se comprometer com você!
5.Cuidar do emocional
Entender e aceitar que a vida mudou pode ser um processo difícil.
Focar no processo, comemorar cada pequena conquista e, se possível, fazer terapia, são atitudes que ajudam muito no sucesso do tratamento!
Dor tem tratamento!
mar 14, 2022 | Dor Crônica, Fisiatria |
Dirigir, ler (segurando um livro por muito tempo), digitar, ficar muito no celular… tudo isso pode ser um gatilho para desencadear a Síndrome do Túnel do carpo, que causa dor e dormência nas mãos e/ou dedos.
Os sintomas são mais comuns à noite, podendo ir e vir durante o dia. Em alguns casos, podem afetar o sono, já que a pessoa pode acordar com dor.
Como isso acontece?
Isso acontece quando o nevo que passa pelo punho é comprimido, causando dor e dormência nas mãos, dedos ou braços.
Ainda não sabemos o que leva esse nervo a ficar comprimido, mas existem algumas hipóteses, como:
- Tendões inchados passando pelo mesmo “túnel”;
- Tecidos que envolvem esses tendões estão inchados;
- Realização de movimentos repetitivos.
Tem tratamento?
Sim! E ele inclui o uso de talas no pulso, fisioterapia, medicamentos para redução da inflamação e do inchaço e, em alguns casos, cirurgia.
Consulte seu médico fisiatra para uma avaliação.
fev 18, 2022 | Dor Crônica |
Se você ainda não sentiu dor nas costas, a probabilidade de que vá sentir em algum momento da vida é grande: é uma das dores mais comuns no mundo! E muitas vezes se trata de algo simples.
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E, como saber quando devemos nos preocupar? 🤔
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👉 Existem alguns sinais que nos mostram que essa dor merece atenção:
- Rigidez matinal na coluna. Quando a pessoa vai se levantar pela manhã e sente a coluna dura.
- Perda de força nos braços ou pernas.
- Perda de sensibilidade nos braços, pernas e tronco (depende do nível da coluna que foi acometido).
- Perda de peso importante nos últimos meses.
- Ter osteoporose (no caso de queda recente ou osteoporose).
- Histórico de câncer há menos de 15 anos (principalmente câncer de mama ou próstata).
- Dificuldade para controlar o xixi ou cocô depois que começou a dor.
- Dor que irradia até o pé.
Não dê bobeira! Ao sentir qualquer tipo de dor, procure seu médico! Dor tem tratamento e você merece qualidade de vida.