Tipo de dor lombar e o que pode ser

A dor lombar é uma das dores mais comuns, afetando grande parte da população!

Mas, a dor que você sente, mesmo que seja no mesmo lugar que o seu vizinho ou amigo sentiu, pode ser que tenha causas diferentes.

Algumas causas podem ser associadas à dor. Mas atenção: nem todas as pessoas que têm essas alterações sentem dor lombar. Porém, no caso das pessoas que possuem essas alterações e estão com dor, pode ser que estas sejam as causas.

E quais são essas alterações?

  • hérnia de disco
  • artrose da faceta
  • ruptura de ângulo de disco
  • síndrome dolorosa miofascial
  • compressão do nervo

A maioria das pessoas vai sentir dor lombar em algum momento da vida. Mas a causa da sua dor poder completamente diferente da causa do seu amigo e, consequentemente, o tratamento precisa ser diferente.

Portanto, lembre-se: automedicação é perigoso. Procure um fisiatra para um plano de tratamento completo.

Como tratamos a dor da espasticidade?

Uma pergunta que sempre recebo: a dor da espasticidade tem tratamento? Tem sim!

Controlamos a dor da espasticidade através do tratamento do tônus aumentado e dos espasmos musculares.

A aplicação de toxina botulínica, a fisioterapia e os medicamentos são grandes aliados.

Mas vale lembrar que este tratamento é multidisciplinar e o fisiatra irá bolar um Plano de Tratamento completo para tratar os sintomas que prejudicam sua qualidade de vida e melhorar a sua função e autonomia.

Mudanças no quarto de uma pessoa que teve AVC

Se seu familiar passou por um AVC e está em reabilitação, a casa onde ele mora pode precisar de adaptações.

NRB é um conjunto de normas técnicas brasileiras para padronizar processos de produtos e serviços no Brasil. A NRB 9050, sobre acessibilidade, nos dá uma série de diretrizes sobre como deve ser a casa de pessoas com dificuldade de locomoção, sejam permanentes ou temporárias. Veja algumas dicas do documento:

 

Pense no deslocamento da pessoa dentro da casa

Retire tudo que possa fazê-la tropeçar ou cair, como tapetes, carpete, mesinhas…

Observe o piso. É importante avaliar e adequar para um piso seguro, de rugosidade média, que não seja de difícil locomoção.

 

Organize os móveis

Libere o máximo de espaço possível para a pessoa passar, principalmente se estiver de cadeira de rodas (a norma fala que deve-se ter, pelo menos, um metro de largura). Atenção: deve haver espaço suficiente para o giro da cadeira de rodas no ambiente.

 

Cuidado com escadas

Se a casa possuir mais de um andar, é preferível que a pessoa fique no piso térreo.

Em alguns casos, você pode instalar rampas de compensado de madeira com revestimento emborrachado.

É indicado corrimão e barras de apoio em corredores muito longos e nos degraus.

 

Observe a altura da cama

  • Deve ser confortável para a pessoa se sentar e se levantar
  • Objetos importantes próximos à cama: telefone, uma campainha, água…
  • Coloque  a cama em um espaço com janela, boa ventilação e que permita a pessoa ver o espaço externo
  • Se possível, coloque uma televisão no local, um espaço para leitura ou outro lazer para a pessoa, deixando-o mais acolhedor possível

 

Sobre o banheiro

  • Se possível, ficar em um quarto com banheiro para facilitar o uso durante a noite
  • Nunca deixe o piso molhado
  • É importante que, ao entrar no banheiro com uma cadeira de rodas, a pessoa consiga fechar a porta. Para isso, às vezes a porta pode precisar de modificações para que esse giro seja feito para fora do banheiro e a pessoa consiga fechar a porta, usando o banheiro com autonomia.

 

Observe a altura dos objetos pessoais

As coisas da pessoa devem estar organizadas em uma altura confortável, não muito alta e nem muito baixa, para não precisar abaixar ou elevar muito o corpo.

A história do paciente tem muita força!

Ao contar sua história, o paciente faz um apanhado do que considera importante: onde dói, como dói, os gatilhos que fazem doer…

E muitas vezes não dói só no corpo: existem demandas emocionais que exigem muito do paciente, que pode se ver sobrecarregado emocionalmente.

Para o médico da dor isto é muito valioso, pois dor é sempre multifatorial e a sua história ajuda a compreender onde podemos trabalhar para diminuir os gatilhos de dor. Ser boa médica, para mim, envolve ser uma boa ouvinte.

Em atendimento percebi que não basta explorar só a queixa de dor do paciente em si. Preciso entender todo o contexto, identificar os fatores que podem estar contribuindo para este quadro de dor, para que eu consiga montar o plano de tratamento completo que o paciente merece.

Percebi que a escuta também ajuda no tratamento em si: paciente que se sente escutado, se sente valorizado. E paciente valorizado tende a aderir melhor ao tratamento, pois ele entende que tem direito de priorizar seu tratamento, de atender às suas necessidades e fazer o melhor para si mesmo.

Poi isso, eu gosto quando meus pacientes encontram esse acolhimento no consultório. Que eles se sintam à vontade para compartilhar um pouquinho da carga emocional relacionada à dor.

Abrir o coração e honrar a história do paciente faz parte do atendimento.

Neuralgia do Trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é uma das síndromes dolorosas mais intensas: o paciente costuma relatar dores extremamente fortes (nível 10 em uma escala de 1 a 10).

A pessoa sente dor forte na face até em estímulos não-dolorosos, como:

  • escovar os dentes
  • mastigar
  • bocejar
  • sorrir
  • tocar o rosto

Por que ela acontece?

O nervo trigêmeo é o principal nervo da face e sua função principal é veicular a sensibilidade do rosto até o cérebro.

A neuralgia do trigêmeo ocorre quando acontece uma lesão no nervo trigêmeo.

 

Quais os sintomas?

O principal sintoma é dor intensa no rosto, aguda, forte e súbita. Geralmente, em um só lado do rosto.

Pode ser sentida como pontada, queimação ou a sensação de levar um choque no rosto.

Podem ocorrer vários episódios ao longo do dia e a crise pode durar dias, semanas ou até meses.

 

Qual o tratamento?

O fisiatra vai montar um Plano de Tratamento, cuidando do paciente de forma global. E, em muitos casos, este tratamento pode incluir aplicação de toxina botulínica.

As aplicações de toxina, em dose e localização certas, alteram os mecanismos de transmissão da dor na neuralgia do trigêmeo, reduzindo a dor.

Em casos mais graves, a cirurgia poder ser indicada.