jan 11, 2023 | Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A dor nunca é isolada, é sempre resultado de uma série de fatores, como “pecinhas” de um quebra-cabeça, que vamos montando até entender o quadro geral.
É por isso que um desentendimento no trabalho ou uma briga com o marido podem contribuir para o aumento da dor. Não por ser a causa em si, mas pode ser uma das pecinhas importantes desse quebra-cabeça.
O “quebra-cabeça” da dor e incapacidade
Saber como é o dia a dia do paciente, se a sua casa tem ou não escada e sua relação com os colegas de trabalho são alguns exemplos de informações valiosas para o trabalho do fisiatra.
Isso por que o fisiatra avalia a pessoa como um todo, já que vários aspectos influenciam na sensação de dor, na funcionalidade e na qualidade de vida do paciente.
É nosso papel tentar entender as “pecinhas” do quebra-cabeça daquela pessoa que podem estar contribuindo para o aumento da dor e diminuindo a função.
Além disso, o fisiatra tem a visão de avaliar e melhorar a função da pessoa.
Ajude a melhorar mais vidas! Envie para quem precisa ler esse conteúdo!
nov 21, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fibromialgia, Fisiatria |
- Quando o portador de dor crônica se abrir sobre sua dor e a pessoa conta o caso da prima da amiga da vizinha que tem uma dor muito pior que a dela.
- Falar que a dor é psicológica
- Falar que a pessoa precisa “orar mais” ou que a sua dor é “falta de deus”.
E como você pode ajudar?
- Quando estiver com a pessoa, fale de assuntos positivos ou divertidos com leveza.
- Acolha a dor da pessoa, muitas vezes ouvir e se mostrar presente é suficiente.
- Promova momentos divertidos com a pessoa.
- Estimule a pessoa com palavras e atitudes.
Simples assim!
Acrescentaria mais alguma nesta lista? Deixe nos comentários!
set 29, 2022 | Dor Crônica, Fibromialgia, Fisiatria, Reabilitação |
Nem só de remédios para dor vive o paciente fibromiálgico.
Na verdade, o tratamento para fibromialgia deve ser multidisciplinar, ou seja, deve envolver diferentes profissionais para tratar todas as frentes afetadas pela doença. Existem algumas propostas terapêuticas não farmacológicas que ajudam muito no tratamento.
Fibromialgia é uma condição dolorosa crônica que causa grande impacto na qualidade de vida dos pacientes. Já é bem consolida-te na literatura que uma das intervenções de primeira linha é o tratamento não farmacológico.
E, principalmente, quando utilizado conjunto tem maior chance de controlar a intensidade da dor, melhorar a função, diminuir a incapacidade, melhorar sintomas depressivos, melhorar a qualidade de sono, diminuir a fadiga e controle maior da ansiedade.
Exemplos de intervenções não farmacológicas bem estabelecidas:
- Treino de mobilidade articular, exercício na água, aeróbico, exercício de força, exercício articular, exerçamos.
- Terapia manual, como fisioterapia.
- Tratamentos com agulhas.
- Técnicas terapêuticas da psicologia, como a Terapia Cognitivo Comportamental.
Tratamento para fibromialgia envolve um plano de tratamento completo, que visa diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida e autonomia. Este plano poder ser feito pelo fisiatra!
set 27, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Fibromialgia, Fisiatria |
Você sabia que depressão e dores crônicas estão intimamente conectadas?
Alguns estudos mostram que pacientes portadores da síndrome fibromiálgica são mais suscetíveis aos pensamentos e sentimentos negativos.
E é claro que esses pensamentos impactam no cotidiano e na qualidade de vida da pessoa, que pode se afastar até mesmo das suas atividades diárias e convívio social.
E isso é um ciclo, pois os sintomas depressivos aumentam os sintomas da fibromialgia que, por sua vez, podem reforçar a depressão.
Segundo o livro “A ciência da dor: sobre fibromialgia e outras síndromes dolorosas”, os sintomas depressivos da fibromialgia podem se manifestar em alguns sintomas, como:
- Estado de hipervigilância. Ou seja, a pessoa consegue viver sua vida e fazer atividades diárias, mas sente que as pessoas ao redor e os ambientes os quais frequentam dependem ele para funcionar adequadamente.
- Se sente muito responsável por tudo e todos.
- Apresenta pouco interesse em momentos de prazer e afeto, como o sexo.
- Forte tendência à catastrofização.
- Sensação frequente de angústia.
- Sentimento de solidão.
- Desesperança e limitação.
- Distúrbios do sono.
- Concentrar suas preocupações em torno de si, de suas dores e de seus problemas.
- Enxergar-se como incapaz.
- Não conseguir controlar pensamentos ruins sobre a doença.
- Sentimento de desamparo e abandono.
Ou seja, os sintomas psicológicos são muito importantes e tratar a depressão faz parte do tratamento da fibromialgia.
Procure um fisiatra para bolar um plano de tratamento completo e um bom psiquiatra para fazer parte desta jornada com vocês.
ago 29, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
Ao contar sua história, o paciente faz um apanhado do que considera importante: onde dói, como dói, os gatilhos que fazem doer…
E muitas vezes não dói só no corpo: existem demandas emocionais que exigem muito do paciente, que pode se ver sobrecarregado emocionalmente.
Para o médico da dor isto é muito valioso, pois dor é sempre multifatorial e a sua história ajuda a compreender onde podemos trabalhar para diminuir os gatilhos de dor. Ser boa médica, para mim, envolve ser uma boa ouvinte.
Em atendimento percebi que não basta explorar só a queixa de dor do paciente em si. Preciso entender todo o contexto, identificar os fatores que podem estar contribuindo para este quadro de dor, para que eu consiga montar o plano de tratamento completo que o paciente merece.
Percebi que a escuta também ajuda no tratamento em si: paciente que se sente escutado, se sente valorizado. E paciente valorizado tende a aderir melhor ao tratamento, pois ele entende que tem direito de priorizar seu tratamento, de atender às suas necessidades e fazer o melhor para si mesmo.
Poi isso, eu gosto quando meus pacientes encontram esse acolhimento no consultório. Que eles se sintam à vontade para compartilhar um pouquinho da carga emocional relacionada à dor.
Abrir o coração e honrar a história do paciente faz parte do atendimento.