15 dicas para quem cuida de uma pessoa que teve um AVC

O post de hoje é para quem cuida de uma pessoa que sofreu um AVC. São 15 dicas inspiradas no documento da American Stroke Association.
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Envie esse post para aquela pessoa que precisa ler essas dicas.
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📌 Referência: https://www.stroke.org/en/help-and-support/for-family-caregivers/15-things-caregivers-should-know-after-a-loved-one-has-had-a-stroke

 

Não acho a causa da minha dor crônica

Nem toda dor é causada por outra doença: muitas vezes a própria dor É a doença! (Dor Crônica é uma doença reconhecida pelo Código Internacional de Doenças).
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👉 O que acontece: o sistema nervoso central e/ou periférico da pessoa pode estar com algum desequilíbrio, e isso altera a percepção da dor, fazendo com que a pessoa sinta dor crônica sem que tenha uma lesão ou outras doenças associadas.
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Muitos pacientes sofrem com isso pois, como não há exames que detectam a dor crônica (o diagnóstico é clínico, seguindo diversos protocolos), parentes, familiares e colegas de trabalho frequentemente alegam que essa dor “é coisa da cabeça da pessoa”.
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E isso nada mais é do que um grande desconhecimento do que é a dor crônica.
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👉 Você já passou por isso? Deixe suas dúvidas sobre o assunto nos comentários!

   

4 conceitos da Slow Medicine

Slow Medicine é uma filosofia de prática médica, ou seja, uma forma de ver e praticar a medicina.
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👉 Ela busca oferecer o melhor cuidado ao paciente, baseando-se em:
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🔹 As melhores evidências científicas
🔹 Foco no paciente e em seus valores
🔹 Decisões ponderadas e cautelosas, e sempre que possível, compartilhadas
🔹 Buscando um cuidado que busque a tecnologia apropriada à singularidade de cada paciente
🔹 Tem a premissa que nem sempre fazer mais significa fazer o melhor.
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Existem alguns princípios básicos dessa prática, e trouxe 4 deles no post de hoje. Quer saber mais sobre a slow medicine? Deixe suas dúvidas nos comentários.

Médico receitou antidepressivo para dor crônica?

Você já chegou no médico com a queixa de dor crônica, ele te receitou um antidepressivo e você achou super estranho?

Pois saiba que o antidepressivo pode, sim, ajudar a tratar determinados tipos de dores, e eu te explico como funciona.

👉 Para começar, nem todo antidepressivo é igual. Existem diferentes tipos que agem de formas distintas.

👉 Para a dor, usamos alguns tipos de antidepressivos que inibem a recaptação de substancias que agem no sistema nervoso central e diminuem a sensação de dor (norepinefrina e serotonina).

Ou seja, esses remédios ajudam na modulação da dor.

Geralmente, a dosagem para tratar depressão é maior do que a dosagem do que para tratar a dor.

⚠ MAS ATENÇÃO: o médico deve te avaliar como um todo e apresentar sugestões além dos remédios para tratar sua dor.

Afinal, o tratamento para dor crônica é multidisciplinar, ou seja, envolve atitudes em diferentes áreas da sua vida, não apenas tomar determinado medicamento.

Exemplos de dores que podem ser tratadas com antidepressivos: dor neuropática, dor de lesão de nervo, fibromialgia, entre outras.

📌 Referências:
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“Duloxetine for treating painful neuropathy , chronic pain or fibromyalgia”. Lunn MP, Hughes RA, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jan 3;(1):CD007115. doi: 10.1002/14651858.CD007115.pub3. PMID: 385423.
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“Amitriptyline for neuropathic pain in adults”. Moore RA, Derry S, Aldington D, Cole P, Wiffen PJ. Cochrane Database Syst Rev. 2015 Jul 6;2015(7):CD008242. doi: 10.1002/14651858.CD008242.pub3. PMID: 26146793; PMCID: PMC6447238.

 

Ei, dor! Eu não te escuto mais…

Pois eu digo: Escuta sim!

Porque seu corpo é inteligente e a sua dor pode estar querendo te dizer alguma coisa. 📣

E quando falo isso, não me refiro só a possíveis doenças e lesões no corpo, mas qualquer forma de desequilíbrio físico ou emocional.

Vale lembrar que o seu estado emocional e fatores como depressão e estresse, por exemplo, influenciam na percepção da dor!

Perceber o próprio corpo faz parte do autoconhecimento.

Dor boa e dor ruim no exercício

Já ouviu aquela frase “no pain, no gain”? Em português seria “sem dor, sem ganho”, quer dizer que se você faz exercício físico e não sente dor, ele não fez efeito.
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👉 Mas será que essa frase é verdade? Até certo ponto, sim.
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Quando nos exercitamos, estressamos os músculos e cada vez que eles se recuperam, nossa força e resistência aumentam. Isso pode envolver dor em algum nível.
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👉 Como saber se a dor é parte desse processo ou se é mais grave que o normal?
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“Dor boa” é a dor muscular, aquela sensação de queimação durante um exercício.
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Outra “dor boa” é a dor muscular tardia, ela pode surgir até no dia seguinte ao treino. Ela é muito comum quando experimentamos um exercício novo ou assim que aumentamos a carga.
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Por outro lado, pode ser uma “dor ruim” se ela está associada a algum desses fatores:
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🔹 febre
🔹 inchaço ou hematoma
🔹 impede totalmente a movimentação
🔹 é em um lugar que já passou por lesão
🔹 dor intensa que causa náusea e/ou vômito
🔹 dor constante e vai aumentando de intensidade
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👉 Se mesmo depois de rever seu treino com um educador físico a “dor ruim” continuar, o ideal é procurar um especialista em medicina do exercício.

O exercício no tratamento de dores crônicas

Você que convive com dor crônica, pratica exercício físico com frequência?

👉 A dor crônica pode ter muitos impactos para a qualidade de vida, como incapacidade funcional e até danos emocionais.

O exercício físico é recomendado para a maioria dos pacientes com dor crônica, considerando o objetivo no tratamento de cada um.

Algumas dos benefícios são:

🔹 relaxar regiões tensas
🔹 reduzir edemas e inflamações
🔹 melhorar a circulação
🔹 favorecer o alívio da dor
🔹 recuperar ou manter a mobilidade

Quando direcionado de forma personalizada, também pode ajudar a diminuir a sensibilidade de áreas dolorosas.

👉 É fundamental que o exercício esteja de acordo com o tratamento de cada paciente e que seja feito com acompanhamento de um profissional da educação física.

Dicas para amenizar a dor lombar

A dor lombar (lombalgia) é uma das causas mais comuns de faltas no trabalho e pode atrapalhar até as tarefas mais simples do dia a dia.
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Existem alguns cuidados que podem ajudar a amenizar a dor lombar:
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🔹 usar um colchão adequado pro seu peso
🔹 evitar carregar bolsas e mochilas pesadas demais
🔹 evitar usar salto muito alto e/ou por muito tempo
🔹 evitar ficar muito tempo na mesma posição
🔹 colocar intervalos entre as tarefas domésticas
🔹 praticar exercício físico regularmente
🔹 tentar manter o peso corporal adequado
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👉 Dependendo dos fatores que desencadeiam a dor lombar em cada paciente, damos outras orientações, como usar vassouras com cabos mais longos.

A dor crônica afeta sua família?

Se você convive com a dor crônica, sabe que ela afeta as relações com pessoas próximas. 👨‍👩‍👧‍👦
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Você já sentiu perda de apetite devido à dor e recusou um prato que alguém cozinhou com todo carinho?
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Ou não se sentiu confortável de ir ao aniversário de alguém querido?
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👉 A dor crônica não é um fator isolado, ela está presente em todos os aspectos da vida.
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Por isso o tratamento também deve envolver tudo que faz parte da vida do paciente!
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✨ Como fisiatra, é muito importante orientar os familiares de que TODA DOR É REAL e que o apoio da família é fundamental para que o paciente se sinta mais seguro e acolhido!