Toxina botulínica para espasticidade

Você sabe como a toxina botulínica (botox) pode ajudar a tratar músculos endurecidos pela espasticidade?

A toxina botulínica é aplicada no músculo para reduzir a rigidez e melhorar o movimento.

Benefícios:

  • diminui a dor
  • aumenta a mobilidade
  • melhora o movimento
  • auxilia no posicionamento da articulação na órtese
  • auxilia no processo de cuidado e higiene

Para agendar sua consulta, entre em contato.

Vou precisar tomar remédio para dor pelo resto da minha vida?

A resposta é: depende!

Vou te explicar o porquê.

A dor crônica é uma doença crônica como qualquer outra, por exemplo, diabetes ou hipertensão.

Então é possível que uma pessoa com dor crônica precisa utilizar medicação pela vida toda ou por um longo período.

Mas também é possível que uma pessoa que adere ao tratamento e muda hábitos que, comprovadamente, influenciam a dor, consiga utilizar uma dosagem muito menor de medicação, ou até mesmo consiga ficar sem.

O medicamento é manjado nas consultas de acordo com a evolução do paciente.

Então, quando o paciente pergunta: Dra., até quando vou usar este remédio?

A resposta é: Até a próxima consulta.

Aplicação de toxina botulínica no músculo espástico

Para que serve a toxina botulínica?

A toxina botulínica é indicada para pacientes neurológicos com espasticidade para diminuir espasmos musculares e melhorar a amplitude dos movimentos.

Como é o tratamento?

A toxina botulínica é aplicada pelo neurologista ou fisiatra, de forma injetável diretamente no músculo espástico e seus efeitos duram cerca de 3-6 meses.

Logo após a aplicação é extremamente necessários o tratamento fisioterapêutico para manutenção dos efeitos da aplicação e evolução da funcionalidade motora.

A aplicação da toxina botulínica mais o tratamento fisioterapêutico há a diminuição da tensão muscular local, aumento da mobilidade articular, melhor adaptação de corteses e prevenção de deformidades.

 

Autocuidado durante a reabilitação

Reabilitação é um processo que, muitas vezes, pode ser longo. E para passar por ele com bem estar recomendamos práticas de autocuidado para o paciente. Veja algumas dicas:

 

1. Acesso a cuidados básicos

É impossível falar de autocuidado sem ter o básico. O paciente precisa ter estrutura, como:

  • uma casa adaptada para o paciente em reabilitação
  • alimentação adequada
  • profissionais necessários para o tratamento (terapeuta ocupacional, fisioterapia, fonoaudióloga…)
  • medicamentos necessários
  • acompanhamento médico constante
  • tranquilidade para enfrentar o processo

 

2. Prazer e lazer, o quanto for possível na rotina

  • um momento para tomar um chá com calma, saborear suas refeições, estar presente absorvendo as sensações prazerosas do cotidiano
  • acesso a TV no quarto, internet…
  • existem realidade virtuais que podem auxiliar em pacientes em reabilitação
  • estar em contato com a natureza sempre que possível
  • jogos terapêuticos de estímulo

 

3. Tente entender seus sentimentos no processo

Cultive momentos de introspecção:

  • meditação e atenção plena ajudam a focar no presente, controlando a ansiedade de ver os resultados (é sempre bom lembrar que reabilitação é um processo, um passo após o outro)
  • oração e conexão com a espiritualidade
  • terapia ajuda muito no enfrentamento

 

4. Comprometimento com o tratamento

  • coloque em prática o plano de tratamento que o fisiatra definiu
  • comprometimento com o tratamento é comprometimento com você, foque em cada passo, com a confiança que está investindo em si mesmo

 

5. Companhia de pessoas queridas

Familiares e amigos, se vocês soubessem o quanto uma visita para uma pessoa em reabilitação faz bem!

Mas é visita boa, com risada, bons momentos, chazinho (quando permitido na dieta do paciente) e acolhimento.

Não leve assuntos pesados, fale de coisas boas, engraçadas, e se coloque à disposição para OUVIR. Sentir que tem com quem contar faz muito bem para os pacientes que estão vivenciando este processo.

A importância da família durante a reabilitação

A família tem um papel fundamental na reabilitação neurológica. Ela pode interferir positivamente ou negativamente na saúde do paciente e, portanto, toda a família precisa de cuidados neste processos.

Seguem algumas dicas práticas:

  • Leve a sério o plano de tratamento que o fisiatra prescreveu. Se o médico indicou atividades para o paciente fazer em casa com o seu auxílio, faça, coloque em prática. Isso ajuda muito no tratamento e na motivação do paciente.
  • Incentive a autonomia do paciente. Não faça coisas que ele consegue fazer sozinho, mesmo que demore mais tempo. O objetivo é que ele tenha o máximo de autonomia possível.
  • Evite brigas e discussões próximas ao paciente em reabilitação. Não leve problemas para ele. Pense que ele precisa focar em se recuperar e isso demanda muita energia. Fale de coisas boas, alegres, positivas sempre que possível.
  • Siga as orientações dos profissionais envolvidos na reabilitação e, se tiver alguma dúvida, pergunte para eles.
  • Cuide da sua saúde emocional. É natural o cuidador ter sentimentos de insegurança, tristeza e impaciência durante os cuidados. Somos todos humanos. Crie o hábito de se observar e procure ajuda quando necessário. A terapia ajuda muito nesse processos.