Coisas que eu aprendi sendo médica da dor no Rio de Janeiro

A primeira coisa é que a dor muda vidas, e impacta muito mais do que o corpo. 

Ela impacta os relacionamentos, a saúde mental, o trabalho, a autoestima, e praticamente todas as áreas da vida do paciente. 

Por isso a gente tem que olhar pro paciente de dor como um todo, porque a dor afeta como um todo. 

O segundo aprendizado é que a dor nem sempre aparece nos exames e isso costuma gerar angústia nos pacientes, principalmente aqueles que passam anos sem o diagnóstico correto, procurando a explicação e um tratamento efetivo para essa dor. 

A terceira coisa que eu aprendi é que não existe solução mágica para dor. Eu também gostaria que existisse, gente, mas não existe, e se alguém te prometer isso, desconfie.

Tratamento bom  pra dor é multidisciplinar, unindo estratégias e ajustando todo o estilo de vida do paciente. 

O quarto aprendizado é que dor é individual, ou seja, cada pessoa sente e vivencia a dor de uma forma diferente

E,  cada paciente também responde de forma diferente ao tratamento, e é por isso que ele precisa ser individualizado. 

Por último, que tratar a dor é tratar a pessoa, e não apenas o diagnóstico. 

Já me segue por aqui pra ficar por dentro do universo da dor crônica e da fisiatria descomplicada.