jul 5, 2026 | Fisiatria |
A primeira coisa é que a dor muda vidas, e impacta muito mais do que o corpo.
Ela impacta os relacionamentos, a saúde mental, o trabalho, a autoestima, e praticamente todas as áreas da vida do paciente.
Por isso a gente tem que olhar pro paciente de dor como um todo, porque a dor afeta como um todo.
O segundo aprendizado é que a dor nem sempre aparece nos exames e isso costuma gerar angústia nos pacientes, principalmente aqueles que passam anos sem o diagnóstico correto, procurando a explicação e um tratamento efetivo para essa dor.
A terceira coisa que eu aprendi é que não existe solução mágica para dor. Eu também gostaria que existisse, gente, mas não existe, e se alguém te prometer isso, desconfie.
Tratamento bom pra dor é multidisciplinar, unindo estratégias e ajustando todo o estilo de vida do paciente.
O quarto aprendizado é que dor é individual, ou seja, cada pessoa sente e vivencia a dor de uma forma diferente.
E, cada paciente também responde de forma diferente ao tratamento, e é por isso que ele precisa ser individualizado.
Por último, que tratar a dor é tratar a pessoa, e não apenas o diagnóstico.
Já me segue por aqui pra ficar por dentro do universo da dor crônica e da fisiatria descomplicada.
jun 11, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria, Toxina botulínica |
“Dra. já fiz de tudo! Várias sessões de fisioterapia, tomei diferentes medicamentos e a dor continua!”
Essa queixa é mais comum do que parece.
Isso acontece porque a dor crônica é uma condição que precisa ser tratamento contínuo e integrado, que englobe todo o estilo de vida do paciente.
E além disso, existem estratégias de tratamento que podem ser exploradas quando tem indicação.
Um exemplo é a toxina botulínica, que tem resultados excelentes no controle da dor.
Ela ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva que contribui para a dor.
E um detalhe importante: não basta aplicar a medicação. É importante saber exatamente qual é a estrutura envolvida e aplicar com bastante precisão.
Por isso aplico com ultrassom na aplicação, para visualizar a anatomia em tempo real e fazer uma aplicação mais precisa.
Muitas vezes o paciente chega acreditando que já tentou tudo, mas descobre que ainda existiam opções que apenas não haviam sido avaliadas adequadamente.
Se você convive com dor há meses ou anos, procure uma avaliação de um especialista em dor. Seu caso merece ser investigado.
Para mais informações e agendamento, entre em contato.
mar 19, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
A dor resulta da interação entre o estímulo e a forma como o sistema nervoso o processa.
Estímulo ➔ Cérebro
Por isso, o mesmo estímulo pode gerar experiências de dor diferentes em pessoas diferentes.
Alguns fatores podem influenciar diretamente essa variabilidade da dor:
- sono
- estressa
- inflamação
- experiências dolorosas prévias
Menos sono:
- maior excitabilidade do sistema nervoso
- menor tolerância à dor
Estresse constante:
- ativação contínua do sistema nervoso
- amplificação da resposta dolorosa
Processos inflamatórios:
- sensibilização d
- as terminações nervosas
- aumento da percepção dolorosa
Compreender essas diferenças permite uma abordagem mais individualizada no tratamento da dor, levando em conta todos os fatores que envolvem a experiência e a história do paciente.
Para mais informações e agendamento, entre em contato.
mar 18, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta é: pode acontecer, sim.
O que acontece: o herpes-zóster não afeta só a pele. O vírus atinge o nervo.
A pele pode cicatrizar relativamente rápido, mas o nervo pode permanecer inflamado por mais tempo, o que prolonga a dor.
Por isso, mesmo com a lesão já fechada, a dor pode estar ali. Também pode mudar de intensidade ou de característica, porque é a ação do nervo provocando essa dor.
Quando o tratamento é iniciado precocemente, a chance dessa dor se prolongar diminui significativamente.
Dor que persiste após o herpes-zóster precisa ser tratada.
Conte comigo para te auxiliar neste processo.
Para mais informações e agendamento, entre em contato.
mar 12, 2026 | Dor Crônica, Fisiatria |
Para responder a essa pergunta, primeiro vamos entender a diferença entre dor aguda e dor crônica.
A dor muscular aguda está relacionada a sobrecarga, esforço ou inflamação transitória e tende a melhorar conforme o tecido se recupera.
Já na dor crônica, o mecanismo é diferente. Ela pode persistir mesmo quando não há uma lesão muscular ativa.
Dor crônica é uma dor que persiste após 3 meses.
Mas, além do tempo, a diferença está em como o sistema nervoso passa a processar os estímulos dolorosos.
Em alguns casos, quando a dor muscular é mal controlada, o sistema nervoso pode se tornar mais sensível aos estímulos.
Isso de ser influenciado por inflamação persistente, não respeitar o repouso, qualidade do sono, estresse e experiências prévias de dor.
Por isso, uma dor muscular pode evoluir para dor crônica em determinadas situações, mas isso não é uma regra, e nem acontece de forma igual para todas as pessoas.
Compreender essas diferenças ajuda a orientar a abordagem mais adequada para cada paciente.
E lembre-se: seja aguda ou crônica, dor tem tratamento, e eu estou aqui para te auxiliar neste processo: entre em contato.