jul 9, 2025 | Dor Crônica, Fisiatria |
Musculação, surfe, corrida… e aquela dor que sempre aparece no fim do treino.
Se, ao fazer uma atividade física o seu ombro trava, o joelho dói ou a lombar reclama… é um sinal de alerta.
Uma dor local e repetida pode ser um sinal de que algo precisa ser investigado com mais profundidade.
No consultório, observo muitos pacientes que treinaram por anos com dor sem saber o que realmente estava acontecendo (o que pode intensificar o problema).
A dor é um tipo de comunicação do corpo. Você tem escutado o seu?
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maio 7, 2024 | Dor Crônica |
Quem sofre com dores crônicas pode fazer exercício?
Não só pode, como é indicado por trazer efeitos analgésicos.
Quais benefícios a atividade física traz para o paciente?
- ajuda na mobilidade e no controle dos movimentos
- os exercícios liberam substâncias como a endorfina, que são analgésicos naturais do corpo
- além disso, é parte do tratamento para saúde mental, que é um dos pilares do controle da dor
Quais atividades são mais recomendadas?
Depende do objetivo, se for uma lesão específica é importante decidir com o médico.
Mas, de forma geral, é importante a pessoa ter prazer na atividade que escolher e consiga manter a regularidade.
Existe algum tipo de dor em que é aconselhável repouso?
Não é recomendada atividade física em casos que o paciente apresenta uma dor nova.
O exercício deve ser feito de forma gradual e respeitando os limites da pessoa, aumentando a intensidade aos poucos.
Com o tempo, os músculos vão de fortalecendo e o movimento alcançando maior amplitude.
Exercício gera bem estar, ajuda a tratar a dor e a mente.
*Vale lembrar que todo tratamento de dor crônica deve ser feito com acompanhamento médico.
Entre em contato para agendar sua consulta.
set 1, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.
Como funciona?
O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.
Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.
Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.
Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.
Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.
O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.
Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.
Por que isso acontece?
Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.
Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.
Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.
Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.
Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.
Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.
ago 9, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Um grande mito que circula no universo da dor crônica é o de que quem está sentindo dor deve ficar de repouso.
Além deste mito não ter nenhum embasamento científico, na verdade, a falta de movimento pode piorar a sensação de dor.
Se exercitar é parte do tratamento de dor crônica. Mas, qual a melhor atividade para estes casos?
A resposta é: depende!
É fundamental contar com o apoio de um educador físico e fisioterapeuta especializados em dor crônica, que são responsáveis por ajudar a determinar o exercício para cada caso.
É importante que a atividade escolhida seja algo que você goste e que seja acompanhado pelo profissional especializado.
Se for algo na praia ou qualquer forma de manifestação da natureza, melhor ainda! O contato com a natureza, o céu azul e o mindfulness nestes ambientes ajuda a diminuir a percepção de dor.