Coisas que eu aprendi sendo médica da dor no Rio de Janeiro

A primeira coisa é que a dor muda vidas, e impacta muito mais do que o corpo. 

Ela impacta os relacionamentos, a saúde mental, o trabalho, a autoestima, e praticamente todas as áreas da vida do paciente. 

Por isso a gente tem que olhar pro paciente de dor como um todo, porque a dor afeta como um todo. 

O segundo aprendizado é que a dor nem sempre aparece nos exames e isso costuma gerar angústia nos pacientes, principalmente aqueles que passam anos sem o diagnóstico correto, procurando a explicação e um tratamento efetivo para essa dor. 

A terceira coisa que eu aprendi é que não existe solução mágica para dor. Eu também gostaria que existisse, gente, mas não existe, e se alguém te prometer isso, desconfie.

Tratamento bom  pra dor é multidisciplinar, unindo estratégias e ajustando todo o estilo de vida do paciente. 

O quarto aprendizado é que dor é individual, ou seja, cada pessoa sente e vivencia a dor de uma forma diferente

E,  cada paciente também responde de forma diferente ao tratamento, e é por isso que ele precisa ser individualizado. 

Por último, que tratar a dor é tratar a pessoa, e não apenas o diagnóstico. 

Já me segue por aqui pra ficar por dentro do universo da dor crônica e da fisiatria descomplicada.


Acordar com dor. Dormir com dor. E ninguém entender como isso desgasta.

Tentar de tudo: remédios, fisioterapia, profissionais renomados, repouso e atividade… e nada trazer alívio.

Você convive com dor há tanto tempo que ela virou parte do seu dia a dia?

Já atendi tantos pacientes com esta mesma queixa! Que sentem dor há anos e seguem ouvindo que este é o normal.

Que é pra acostumar. “Todo mundo com dor crônica sente isso”.

Mas eu, como médica fisiatra, questiono: será que precisa mesmo ser assim?

Existem abordagens diferentes para cuidar da dor.

Através da escuta, exame físico, tecnologia e técnica, é possível montar um plano de tratamento que não apenas acolha quem sente dor, mas que ajude a alcançar objetivos claros, bem definidos em consultório.

Não é que você está exagerando. Você não foi escutado da forma certa ainda.

Só entende a dor, quem sente.

Toda dor merece ser ouvida e tratada com acolhimento e técnica.

Envie para a pessoa que precisa ler isso.

O que eu desejo para você, que convive com a dor crônica

  • Que você tenha a possibilidade de se priorizar e se comprometer com o seu tratamento.
  • Que você possa contar com pessoas queridas para compartilhar a sua jornada em busco do bem estar.
  • Que você não desista do seu tratamento.
  • Que você entenda que tratar a dor crônica envolve melhorar todo o seu estilo de vida.
  • Que você não precise passar por tantas frustrações até encontrar profissionais e tratamentos que te ajudem a viver melhor.

 

Sugestões de presentes para pessoas com dores crônicas

Uma sessão de massagem terapêutica:

Massagens são aliadas poderosas no alívio da dor, tensão e estresse, principalmente ao desfazer os pontos gatilhos de dor (os famosos “nós”).

 

Almofadas de apoio:

Almofadas ortopédicas para costas, pescoço (dependendo de onde for a dor), ou almofadas de aquecimento/gel podem oferecer conforto e auxílio para aliviar a dor de forma imediata.

 

Presentes de entretenimento:

Pode ser livros, revistas, assinatura de Netflix (ou qualquer outro streaming) para ter acesso a filmes e séries que ajudam a relaxar e distrair a mente durante períodos de dor e reabilitação.

 

Roupas que permitam a liberdade:

Roupas de tecidos macios que oferecem conforto, como robe, pijama confortável ou conjuntos de tecidos leves, que proporcionam conforto e permitem os movimentos também são ótimas pedidas!

 

Estímulos à atividade física:

Roupas de malhar, bolas de exercício para ajudar na mobilidade, tapete de yoga ou até mesmo a sua companhia durante uma sessão de caminhada ao ar livre!

A ideia é incentivar a atividade física, que produz ótimos benefícios para o alívio da dor.

 

Velas aromáticas e outros cheirinhos relaxantes:

Óleos essenciais, difusores ou velas ajudam a criar um ambiente relaxante em casa, o que pode contribuir para reduzir a ansiedade.

O mesmo vale para sais de banho, chás relaxantes e outros itens que permitam um momento de relaxamento em casa.

 

Organizadores para casa:

Caixas organizadoras e outras ferramentas de organização ajudam muito a reduzir o estresse do dia a dia, em que a pessoa com dor precisa gastar mais energia procurando objetos.

 

Diário de gratidão e outras ferramentas Mindfulness:

Um diário para registrar momentos de gratidão ou um livrinho com mensagens de sabedoria ajudam a manter o olhar no copo meio cheio durante dias difíceis.

 

 

Já ouviu a frase: “seu exame não justifica a sua dor”?

Já recebi diversos pacientes que passaram por uma situação em que fizeram vários exames, os médicos não encontraram nenhuma lesão e, portanto, invalidaram a dor do paciente.

Para estes pacientes, tento explicar o seguinte: dor não é igual lesão!

Não necessariamente vamos achar uma lesão que justifique a dor.

Dor é uma resposta do cérebro a algum estímulo. E esse estímulo pode estar vindo de uma lesão ou não.

O ponto não é o estímulo em si, mas como o cérebro interpreta.

Ninguém pode invalidar a dor que vocês está sentindo. Só você sabe o que está passando. Procure profissionais que acolham suas necessidades com o devido cuidado.

Estou aqui para te apoiar nesse processo, entre em contato.