nov 14, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Podemos utilizar alguns tipos de infiltração para o quadril:
- infiltração com ácido hialurônico dentro da articulação do quadril
- bloqueio do nervo da cápsula do quadril (indicada para dores que geralmente vêm de dentro da articulação, indicada comumente como “dor na virilha”)
- infiltração fora do quadril (geralmente no tendão e na bursa, o famoso culote)
- infiltração de medicamentos na região (indicada para dor muscular na região de glúteo ou coxa, que pode irradiar para o quadril)
É importante lembrar que mesmo a dor sendo no quadril, estruturas diferentes podem estar causando a dor.
O que vai guiar a escolha para qual tipo de infiltração usar é o exame físico para entender de onde está vindo a dor.
O problema pode ser intra articular ou extra articular. Por isso, o exame físico é fundamental.
Vale lembrar que o procedimento é tranquilo, feito em consultório, o paciente é liberado no mesmo dia e muitas pessoas relatam alívio imediato da dor.
Para agendar sua consulta, entre em contato pelo WhatsApp (32) 98859-2748
nov 1, 2023 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Empatia, Fisiatria |
A dor crônica pode trazer consigo uma sensação de perda.
A perda da liberdade de movimento, a perda de como você costumava se sentir e de atividades que antes eram simples.
E, muitas vezes, focar nessa sensação pode alimentar o apego ao passado, o que pode tornar a experiência ainda mais dolorosa.
Em meio às lutas diárias é fundamental lembrar de um princípio essencial: não se compare com quem você era antes da dor.
Você, hoje, é uma nova pessoa.
Uma pessoa que enfrentou desafios e obstáculos que muitos nunca compreenderão.
Sua resiliência, força e determinação merecem o seu reconhecimento.
Não se compare com a sua versão pré-dor, mas sim com a pessoa que cresceu e evoluiu enfrentando esses desafios e está aqui lendo este texto.
Aceitar a pessoa que você é hoje, com todas as suas experiências e cicatrizes, é um ato de amor próprio e o primeiro passo para o autoconhecimento desta nova “eu” que está aí, nesta etapa da sua vida.
Uma “eu” mais resiliente, forte e determinada.
Orgulhe-se de você.
out 30, 2023 | AVC, Fisiatria, Reabilitação |
- Estímulo com fisioterapeuta especializado em lesão neurológica. É fundamental para fortalecer os músculos e melhorar na coordenação.
- Terapia ocupacional. Ela tem como objetivo ajudar a retomar as atividades do dia a dia, como escovar os dentes e tomar banho, e adaptar o ambiente para facilitar a mobilidade.
- Atividade física. Manter uma rotina de exercícios adaptados à sua condição ajuda a prevenir a rigidez dos músculos e melhora a mobilidade.
- Tratar a espasticidade. A espasticidade é o endurecimento do músculo e o músculo endurecido não possui mobilidade, prejudicando o movimento. Tratamos a espasticidade com aplicação de toxina botulínica em consultório e notamos uma melhora considerável na mobilidade e redução da dor nos pacientes.
- Metas realistas. Estabeleça metas realistas para sua recuperação. Definir objetivos alcançáveis ajuda a manter o foco e a motivação.
- Apoio emocional. A recuperação após uma lesão neurológica poder ser emocionalmente desafiadora. Buscar apoio de um profissional de saúde mental e contar com o apoio de pessoas que você confia pode ajudar a lidar com estresse e ansiedade.
Lembrando que cada caso é único e é importante o acompanhamento de perto com o fisiatra.
out 10, 2023 | Fisiatria |
Síndrome do túnel do carpo é muito comum e tem os seguintes sintomas nas mãos:
- dor
- dor associada a fraqueza
- formigamento
O tratamento
Em um primeiro momento, buscamos tratamento conservador. Não obtendo a resposta esperada, pode ser indicada uma técnica chamada hidrodissecção.
A síndrome do túnel do carpo é causada por uma compressão de um nervo da mão.
Nessa técnica, fazemos infiltração do medicamento ao redor desse nervo. O uso do corticoide infiltrado diminuir a infiltração na região e age separando o tecido mole ao redor do nervo, deixando o nervo mais “livre”.
O resultado é uma melhor na dor.
O procedimento é:
- guiado por ultrassom
- simples
- realizado no consultório
set 25, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria, Reabilitação |
Já sabemos que a dor é multifatorial, ou seja, é provocada por uma série de fatores que, juntos, montam um quadro muito únicos para cada paciente.
O fisiatra é o médico especializado em montar um plano de tratamento que aborde todas essas áreas, faz os ajustes necessários e acompanha a evolução do paciente.
Juntando as pecinhas, montamos o quebra-cabeça único de cada quadro de dor e o tratamento adequado.
- fisioterapeuta
- medicamentos
- procedimentos
- higiene do sono
- mudanças no estilo de vida
- terapia cognitivo comportamental
- autocompaixão
- aprender a colocar limites
Além disso, utilizo em consultório várias ferramentas e procedimentos para alívio da dor e melhora do movimento, como:
- aplicação de toxina botulínica para espasticidade
- infiltração de medicamentos para dor
- bloqueio nervo occipital
- bloqueio facetário
Viver co mais qualidade de vida e menos do é possível!
set 1, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.
Como funciona?
O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.
Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.
Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.
Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.
Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.
O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.
Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.
Por que isso acontece?
Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.
Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.
Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.
Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.
Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.
Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.