“Esquecimento” de um lado do corpo após AVC

Pode acontecer por dois fatores:

1.Um AVC pode provocar espasticidade, que é o endurecimento dos músculos, prejudicando o movimento. Com a espasticidade, a pessoa pode perder força. E, com isso, ela pode ter a sensação de que seu corpo “se esqueceu” como se movimenta (geralmente ocorre apenas em um lado do corpo).

2.Além disso, há uma síndrome chamada heminegligência. É uma condição incapacitante bem difícil de diagnosticar, inclusive para especialistas. Essa síndrome se apresenta como uma desorientação espacial não dominante (muitas vezes do lado esquerdo) após um evento patológico no hemisfério cerebral direito, como um AVC.

A heminegligência pode afetar o paciente de outras formas, como:

  • dificuldade de perceber o corpo e se localizar espacialmente
  • o paciente pode não perceber que “esqueceu” um lado do corpo
  • alterações de comportamento

Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:

  • dor central pós-AVC
  • síndrome dolorosa complexa regional
  • dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
  • dor de cabeça pós-AVC

Procure um fisiatra para um diagnóstico eficaz e um plano de tratamento global!

Quem já teve um AVC tem mais chances de sofrer outro?

Depende.

Os riscos de um AVC são divididos em duas categorias: riscos modificáveis e riscos não modificáveis (como a genética).

Podemos reduzir os riscos de um novo AVC através dessas atitudes “modificáveis”.

 

Como?

  • Controle: pressão arterial, colesterol e diabetes.
  • Evite: fumar, álcool, drogas e alimentos ricos em sal, açúcares e gorduras.

Terapia do riso pode ajudar no tratamento da dor

O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.

 

Como foi o estudo?

Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.

Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).

 

Como era o programa?

1 hora por semana, durante 8 semanas.

Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…

Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.

 

Depois do programa de terapia do riso:

Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.

 

O que isso significa?

Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.

O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.

Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.

O que fazer em uma crise de Fibromialgia?

Uma crise de fibromialgia é um período de agravamento dos sintomas. A pessoa pode sentir:

  • Dor intensa
  • Fadiga intensa (cansaço)
  • Dificuldades de concentração
  • Problemas de memória
  • Distúrbios intestinais
  • Insônia

Esses períodos podem durar dias ou meses, e a pessoa pode sentir muita dificuldade em realizar tarefas do dia a dia.

Cada atividade demanda muita mais energia para uma pessoa em crise de fibromialgia do que para uma pessoa comum.

Quando a crise chegar, tente focar em lidar com ela da forma mais leve possível. Ou seja, acolha-se, respeite seu ritmo, não caia na cilada de se culpar!

Tratar-se com carinho e respeitar os limites do seu corpo são dicas fundamentais.

Movimente-se!

Muita gente acha que em uma crise de dor o ideal é ficar totalmente parado, mas isso traz o efeito contrário.

Atividades físicas leves ajudam a aliviar os sintomas a longo prazo. O ideal é conversar com seu médico para, juntos, decidirem a melhor opção para você.

Contar com a compreensão da rede de apoio, familiares e colegas de trabalho.

É essencial que as pessoas que convivem com o paciente de fibromialgia tenham consciência que esses períodos vão acontecer e que precisam ser acolhidos.

5 palavras que quem teve um AVC precisa ter em mente

5 palavras para quem teve um AVC copiar e colar na geladeira, para não esquecer!

 

1.Processo

Reabilitação é processo. Foque nos pequenos passos, um após o outro.

Crie o hábito de se parabenizar por cada pequena conquista alcançada, por cada dia vencido. Você merece!

 

2.Aceitação

Em muitos casos, o AVC muda a vida inteira do paciente e nem sempre é fácil aceitar essas mudanças.

Mas, mudanças e desafios não significam que não seja possível enxergar beleza e coisas boas na vida.

Trabalhar a aceitação é fundamental para o tratamento e bem estar emocional.

 

3.Terapia

Acompanhamento psicológico é muito importante para ajudar a digerir e entender as mudanças que o AVC traz.

Cuidar das emoções também faz parte do tratamento!

 

4. Confiança

Confiar no médico é fundamental.

Busque um médico que trate o paciente como um todo, que envolva a família e tenha sensibilidade necessária para criar um plano de reabilitação que se encaixe na sua realidade.

 

5.Comprometimento

Ter compromisso com o tratamento é ter compromisso com você mesmo. Se priorize. Se ame!

5 atitudes que podem ajudar a melhorar os movimentos após AVC

Um AVC pode trazer sequelas que prejudicam os movimentos, mas é possível melhorar a mobilidade e, em alguns casos, recuperar os movimentos. Algumas atitudes ajudam a potencializar essa melhora:

 

1.Estimular corretamente

É importante estimular os movimentos de forma correta, seguindo as orientações do fisioterapeuta.

 

2.O plano de reabilitação deve ser completo

A reabilitação deve trabalhar todas as áreas da vida do paciente!

É importante acolher e instruir toda a família, olhar para a pessoa como um todo e bolar um plano de tratamento que se encaixe na realidade do paciente e que ele consiga cumprir.

 

3.Tratar a espasticidade

Se os músculos ficaram duros após o AVC, pode ser que você esteja com espasticidade, e isso compromete os movimentos.

Tratar a espasticidade com toxina botulínica, por exemplo, ajuda muito na recuperação dos movimentos.

 

4.Comprometimento com o tratamento

Ter disciplina é fundamental. Se comprometer com o tratamento é se comprometer com você!

 

5.Cuidar do emocional

Entender e aceitar que a vida mudou pode ser um processo difícil.

Focar no processo, comemorar cada pequena conquista e, se possível, fazer terapia, são atitudes que ajudam muito no sucesso do tratamento!

Dor tem tratamento!