set 25, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria, Reabilitação |
Já sabemos que a dor é multifatorial, ou seja, é provocada por uma série de fatores que, juntos, montam um quadro muito únicos para cada paciente.
O fisiatra é o médico especializado em montar um plano de tratamento que aborde todas essas áreas, faz os ajustes necessários e acompanha a evolução do paciente.
Juntando as pecinhas, montamos o quebra-cabeça único de cada quadro de dor e o tratamento adequado.
- fisioterapeuta
- medicamentos
- procedimentos
- higiene do sono
- mudanças no estilo de vida
- terapia cognitivo comportamental
- autocompaixão
- aprender a colocar limites
Além disso, utilizo em consultório várias ferramentas e procedimentos para alívio da dor e melhora do movimento, como:
- aplicação de toxina botulínica para espasticidade
- infiltração de medicamentos para dor
- bloqueio nervo occipital
- bloqueio facetário
Viver co mais qualidade de vida e menos do é possível!
set 1, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Quando falamos de exercício físico para o controle da dor, muita gente pensa que é devido ao fortalecimento dos músculos. Mas não é só isso: o exercício funciona como um analgésico para a dor.
Como funciona?
O sistema nervoso é “neuroplástico”, o que significa que as alterações que ocorrem no estado de dor crônica podem ser revertidas.
Vários estudos têm demonstrado que o exercício melhora a dor mesmo na ausência de melhoras da força, flexibilidade ou resistência.
Ou seja, ao fazer atividade física não trabalhamos apenas o fortalecimento muscular isolado dos músculos dolorosos. Trabalhamos o efeito analgésico que o exercício proporciona ao corpo.
Ao utilizarmos o exercício como analgésico, a plasticidade cerebral relacionada à dor crônica é modificada.
Alguns estudos já mostram que o exercício não precisa ser focado no local da dor, já que seu efeito é sistêmico e atua no corpo inteiro.
O exercício feito na parte não dolorosa do corpo pode ter efeitos analgésicos sobre a parte dolorosa, já que os mecanismos da dor crônica vão além de um único ponto local.
Então, uma pessoa com dor crônica no ombro, por exemplo, pode exercitar as pernas e poderá ter os benefícios das substâncias liberadas na atividade física sentidos, inclusive, no alívio da dor no ombro.
Por que isso acontece?
Existem várias teorias. Uma delas é sobre a atuação da atividade física nos neurotransmissores.
Por exemplo, o exercício aumenta a liberação de serotonina, que promove analgesia e ativa uma via inibitória de dor.
Também pode influenciar outros neurotransmissores, como a dopamina e noradrenalina, aliviando a sensação de dor.
Além disso, já temos evidências de que as alterações moleculares e celulares na coluna vertebral e cérebro no estado de dor crônica podem ser revertidas com exercício.
Ou seja, não faltam motivos e evidências científicas para pessoas que convivem com dor fazerem atividade física.
Mas, lembre-se de que qualquer exercício deve ser supervisionado por um educador físico especializado e acompanhado pelo seu fisiatra.
ago 30, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Essa pergunta é mais comum do que se imagina em um consultório de especialista em dor crônica.
O paciente de dor geralmente já tentou de tudo, de remédio de farmácia a técnicas holísticas para diminuir a sensação de dor.
E, muitas vezes, este paciente traz a história de um amigo que experimentou o remédio X ou a terapia Y, teve ótimos resultados, mas para ele não fazem nem cosquinhas.
Por que isso acontece?
Primeiro, porque a dor é multifatorial. Ou seja, não é apenas um fator que determina a dor, mas um conjunto de coisas.
Então, naturalmente, cada quadro de dor conta com um “quebra-cabeça” único, com fatores únicos que influenciam na percepção da dor daquele paciente.
Além disso, a percepção de dor é uma interpretação do cérebro para determinado estímulo. Funciona assim:
O cérebro recebe um estímulo e interpreta como dor, ou coceira, ou prazer, ou cócegas… Essas sensações são frutos de uma interpretação do cérebro.
Em alguns quadros de dor, essa interpretação está disfuncional. É o caso, por exemplo, de doenças como a neuralgia do trigêmeo, em que o simples bater do vento no rosto do paciente pode ser interpretado como dor.
Por isso que um mesmo remédio pode não funcionar para duas pessoas com a mesma dor. Por que trabalhamos com interpretações do cérebro sobre estímulos e isso varia de caso para caso.
No tratamento, trabalhamos de forma personalizada, atendendo cada caso em sua individualidade, contemplando as diferentes áreas da vida que são acometidas pela dor (e que potencializam esta mesma dor).
Viver com mais qualidade de vida e menos dor é possível!
ago 14, 2023 | Dor Crônica, Estudos, Fibromialgia |
Se você convive com a dor crônica, é primordial olhar para o seu estilo de vida.
A dor é multifatorial, ou seja, pode ser provocada por diversos fatores diferentes e complementares. Portanto, nossa estratégia de enfrentamento também precisa ser multifatorial.
Por isso, para tratar a dor crônica, precisamos falar sobre um estilo de vida focado no seu bem estar.
É comprovado: quando você está fazendo algo que gosta, a tendência do cérebro é desfocar da dor e focar no prazer.
As técnicas de mindfulness (atenção plena no momento presente), por exemplo, trabalham a satisfação no aqui e agora.
Faça este exercício agora:
Feche seus olhos e preste atenção no barulho à sua volta.
Escute com atenção os sons que você não percebe normalmente. o cachorro latindo longe, o garfo tocando em um prato distante, a conversa abafada há alguns metros. Agora perceba como a única coisa permanente é o silêncio.
Os sons vêm e vão, passam, e o silêncio sempre retorna. Escute o silêncio. Agradeça pelo dom da escuta, pelo presente que é estar presente.
Este é um exemplo de exercício de mindfulness que trabalha a percepção do aqui e agora e é uma das estratégias comprovadas na redução da sensação de dor.
Se você gostou da experiência, vai gostar do livro “Atenção Plena”, de Mark Willians. É uma excelente indicação para trabalhar esta técnica no su cotidiano.
ago 11, 2023 | Dor Crônica, Empatia, Fisiatria |
Outro dia, uma paciente me contou que ouviu esta frase agressiva de uma conhecida.
Ela se sentiu mal com a pergunta passivo-agressiva (com razão), afinal, estar na praia é um momento de prazer, que faz bem e, mesmo ali, com os pés fincados na areia, minha paciente estava convivendo com a dor.
Como médica, minha recomendação é: está com dor e gosta de praia? Vá à praia, sim! Vá, olhe o céu azul, sinta o aroma da brisa do mar, o focinho da areia nos pés…
Tome uma água de côco geladinha, escute os pássaros, o som do oceano e dos jovens jogando altinha.
Viva seu momento de prazer plenamente!
Isso é mindfulness. É estar presente nas sensações e é estratégia comprovada para diminuir a sensação de dor.
Quando você está fazendo algo que gosta, a tendência do cérebro é desfocar da dor e focar no prazer. Portanto, viva um estilo de vida focado no que te faz bem e feliz!
E se alguém questionar que você está fazendo algo que você ama durante uma crise de dor, pode responder: foi minha médica quem recomendou!
ago 9, 2023 | Dor Crônica, Fisiatria |
Um grande mito que circula no universo da dor crônica é o de que quem está sentindo dor deve ficar de repouso.
Além deste mito não ter nenhum embasamento científico, na verdade, a falta de movimento pode piorar a sensação de dor.
Se exercitar é parte do tratamento de dor crônica. Mas, qual a melhor atividade para estes casos?
A resposta é: depende!
É fundamental contar com o apoio de um educador físico e fisioterapeuta especializados em dor crônica, que são responsáveis por ajudar a determinar o exercício para cada caso.
É importante que a atividade escolhida seja algo que você goste e que seja acompanhado pelo profissional especializado.
Se for algo na praia ou qualquer forma de manifestação da natureza, melhor ainda! O contato com a natureza, o céu azul e o mindfulness nestes ambientes ajuda a diminuir a percepção de dor.