ago 11, 2022 | AVC, Espasticidade, Fisiatria |
Pode acontecer por dois fatores:
1.Um AVC pode provocar espasticidade, que é o endurecimento dos músculos, prejudicando o movimento. Com a espasticidade, a pessoa pode perder força. E, com isso, ela pode ter a sensação de que seu corpo “se esqueceu” como se movimenta (geralmente ocorre apenas em um lado do corpo).
2.Além disso, há uma síndrome chamada heminegligência. É uma condição incapacitante bem difícil de diagnosticar, inclusive para especialistas. Essa síndrome se apresenta como uma desorientação espacial não dominante (muitas vezes do lado esquerdo) após um evento patológico no hemisfério cerebral direito, como um AVC.
A heminegligência pode afetar o paciente de outras formas, como:
- dificuldade de perceber o corpo e se localizar espacialmente
- o paciente pode não perceber que “esqueceu” um lado do corpo
- alterações de comportamento
Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:
- dor central pós-AVC
- síndrome dolorosa complexa regional
- dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
- dor de cabeça pós-AVC
Procure um fisiatra para um diagnóstico eficaz e um plano de tratamento global!
jul 27, 2022 | AVC, Fisiatria |
Depende.
Os riscos de um AVC são divididos em duas categorias: riscos modificáveis e riscos não modificáveis (como a genética).
Podemos reduzir os riscos de um novo AVC através dessas atitudes “modificáveis”.
Como?
- Controle: pressão arterial, colesterol e diabetes.
- Evite: fumar, álcool, drogas e alimentos ricos em sal, açúcares e gorduras.
jul 25, 2022 | Dor Crônica, Emoções do paciente, Estudos, Fisiatria |
O estudo “Terapia do Humor: Aliviando a Dor Crônica e Aumentando a Felicidade para os Idosos”, mostrou que o humor pode ajudar a diminuir a sensação de dor.
Como foi o estudo?
Pesquisadores fizeram um estudo experimental com dois grupos de idosos que sofriam com dor crônica há mais de 3 meses, em uma casa de repouso.
Grupo 1 – Participou do programa “Terapia do Humor”.
Grupo 2 – Não participou (grupo de controle).
Como era o programa?
1 hora por semana, durante 8 semanas.
Os participantes faziam trabalhos com estímulos, como: livros e fotos engraçadas, piadas do dia, áudios e vídeos engraçados, desenhos animados, notícias engraçadas, reflexões…
Além disso, eram estimulados a priorizar o humor em suas vidas cotidianas, rindo e compartilhando as histórias engraçadas que vivenciara.
Depois do programa de terapia do riso:
Grupo 1 – Diminuição da dor e da percepção da solidão. Aumento significativo na felicidade e satisfação com a vida.
Grupo 2 – Não houve alterações significativas.
O que isso significa?
Rir, se divertir, assistir comédias, buscar o humor, pode ajudar como forma complementar no tratamento.
O estudo afirma que a “Terapia do Humor é uma intervenção não farmacológica eficaz!”.
Médicos e outros profissionais de saúde podem incorporar o humor, o riso e a alegria no cuidado com seus pacientes.
jul 22, 2022 | Fibromialgia, Fisiatria |
Uma crise de fibromialgia é um período de agravamento dos sintomas. A pessoa pode sentir:
- Dor intensa
- Fadiga intensa (cansaço)
- Dificuldades de concentração
- Problemas de memória
- Distúrbios intestinais
- Insônia
Esses períodos podem durar dias ou meses, e a pessoa pode sentir muita dificuldade em realizar tarefas do dia a dia.
Cada atividade demanda muita mais energia para uma pessoa em crise de fibromialgia do que para uma pessoa comum.
Quando a crise chegar, tente focar em lidar com ela da forma mais leve possível. Ou seja, acolha-se, respeite seu ritmo, não caia na cilada de se culpar!
Tratar-se com carinho e respeitar os limites do seu corpo são dicas fundamentais.
Movimente-se!
Muita gente acha que em uma crise de dor o ideal é ficar totalmente parado, mas isso traz o efeito contrário.
Atividades físicas leves ajudam a aliviar os sintomas a longo prazo. O ideal é conversar com seu médico para, juntos, decidirem a melhor opção para você.
Contar com a compreensão da rede de apoio, familiares e colegas de trabalho.
É essencial que as pessoas que convivem com o paciente de fibromialgia tenham consciência que esses períodos vão acontecer e que precisam ser acolhidos.
jul 18, 2022 | AVC, Dor Crônica |
Já ouviu falar de dor crônica após AVC?
Alguns estudos apontam que 50% dos pacientes de AVC podem sofrer com síndromes dolorosas pós-AVC.
Porém, nem sempre essa dor tem a devida atenção: um estudo mostrou que 2/3 dos pacientes com dor central pós AVC tiveram tratamento inadequado da dor ou não foi prescrito nenhum tratamento.
E isso é muito sério!
A dor crônica após AVC é um preditor de suicídio. Ou seja, é urgente que os profissionais de saúde investiguem a fundo as dores dos pacientes que sofreram AVC.
Síndromes de dor pós-AVC mais comuns:
- Dor central pós-AVC
- Síndrome dolorosa complexa regional
- Dor musculoesquelética, incluindo subluxação do ombro
- Dor relacionada à espasticidade
- Dor de cabeça pós-AVC
Fatores de risco para dor pós-AVC:
- Risco aumenta com a idade do acidente vascular cerebral
- Aumento do tônus muscular
- Redução de movimentos das extremidades
- Déficits sensoriais (alteração na sensação de tato, dor, temperatura…)
- O AVC isquêmico é mais frequentemente associado à dor do acidente vascular cerebral hemorrágico
Desafios na identificação da dor pós-AVC:
O principal desafio é a dificuldade do paciente em relatar a dor.
Embora existam várias escalas de classificação para a dor, nenhuma é específica para a avaliação da dor pós-AVC.
Portanto, cabe co médico aplicar as técnicas que considerar mais adequadas para identificar a dor em cada paciente, nunca subestimando a potencial dor após AVC que pode estar acontecendo.
Há muito o que enfrentar, mas você não está sozinho!
📌 Referências:
“Post Stroke Pain: Identification, Assessment and Therapy”. HARRISON, R.; FIELD, T.; 2015.
Para mais informações sobre atendimento, entre em contato.